quinta-feira, 15 de julho de 2010

A 'TETA' (PRECIOSO LÍQUIDO) ESTÁ A SECAR


Para quem não sabe, a localidade de Vilarinho (um nome comum a muitos por este País fora) faz parte da Freguesia de Brasfemes.

As suas gentes são trabalhadoras, dedicadas, hospitaleiras e... muito interventivas. Tanto elogiam quem lhes faz bem como criticam quando algo não está com o sentimento dos seus 'azeites'.

São muito, mas mesmo muito, bairristas.

Não se desgastam por situações que não tenham a ver com as suas tradições. Na defesa e preservação dos seus usos e costumes e da famosa 'pranta', são capazes de tudo.

Apesar de constituirem um número pequeno de residentes e respectivos fogos, um grande maioria reve-se numa grande obra nascida do Povo e para o Povo (pois a sua maioria já foi dirigente associativo) na Associação Cultural de Vilarinho e seu órgão embaixador (e de toda a Freguesia) o Rancho de Danças e Cantares da A. C. V..

Refiro-me ao seu PAVILHÃO POLIVALENTE (desportivo, cultural e associativo).

Para as possibilidades da Terra não é uma obra grande.

É ENORME.

Hoje, quando circulava na sua Rua Principal (todas as Ruas Principais de qualquer localidade da Freguesia chamam-se '25 de Abril') e já a chegar ao Gondiléu deparei-me com um cartaz que vi de soslaia.

Como a rua é de sentido único e porque não li convenientemente, voltei a trás, depois de fazer algumas centenas de metros.
Li isto:
Sei que a responsabilidade do fornecimento a este, que é um dos vários (e preservados) Fontanários da Freguesia não é da responsabilidade directa da Junta, mas que ela pode fazer alguma coisa para acabar com a 'seca' existente, lá isso pode.

Por isso, Meno, Luisa e Tiago vamos pressinar as 'Aguas da Capital do Império' para fazer brotar aquele precioso líquido no Fontanário do Gondiléu.

Se o Fontanário lá está tem que estar a funcionar.
  

terça-feira, 6 de julho de 2010

Recordações de Brasfemes




Hoje apetece-me puxar um pouco ao meu sentimentalismo.
É importante pensar no futuro, mas de quando em vez, vem-nos à memória momentos de nostalgia.

Por detrás da vidraça que me norteia e (des)inspira recordo uma situação que poderá não ser eloquente para fazer manchetes de jornais e revistas mas, pelo seu significado, enobrece quem a praticou e dignifica uma grande Corporação de Bombeiros.

Passo a transcrever um momento raro de amor a um ser vivo que foi manchete de um circuito muito pequeno e restrito de homens e mulheres que se dedicam aos direitos dos animais.

Exemplos de Ética e Profissionalismo não são comuns.
É por isso que vale a pena contar esta história...
Aos Bombeiros Voluntários de Brasfemes foi pedido que resgatassem uma gata que poderia ou não, estar aprisionada num labirinto subterrâneo há mais de uma semana.
Para nós era a Naná, para eles uma gata como outra e provavelmente morta...
Mas Jorge Gonçalves, José Vilela e José Palrilha demonstraram tanto Talento como respeito pela Vida.
Graças a eles, a Nana foi encontrada e libertada do tubo onde agonizava há tantos dias.
Graças a eles, a Nana dorme hoje em casa.

Depois disto, para quê mais comentários??!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ARTUR OLIVEIRA

 


Os Bombeiros estão mais pobres.

Vai hoje sair do nosso Convívio mais um grande Camarada.

Dos fugazes 55 anos de vida, dedicou 33 ao voluntariado nos Bombeiros.

Penacova foi a Terra que teve o privilégio da sua dedicação a uma Nobre Causa.

Os Bombeiros eram a sua segunda família.

Ele que... tantas vidas salvou.

Que tantos haveres defendeu... até aos limites das suas forças.

Tantas vezes viu (como quase todos os Bombeiros deste País!) a morte à sua frente.

Que sofria em silêncio as injustiças que, ultimamente, o Poder Central demonstra pelos Bombeiros Voluntários.

Partiu sozinho deixando, como seu timbre, humildemente, um singelo bilhete:

"Agradeço tudo o que fizeram por mim. Adeus. Estou no Reconquinho. Não consegui combater a doença".

Até sempre, Senhor Adjunto de Comando dos Bombeiros Voluntários de Penacova.

O seu exemplo perdurará na nossa Memória.

sábado, 3 de julho de 2010

FADO de COIMBRA


Todos os anos um grupo de conimbricenses reunem-se para dar uma pedrada no charco.
Foi ontem, em plena Praça 8 de Maio, em Coimbra, e o público aderiu e ficou sensibilizado pela classe demonstrada por estes intérpretes.
O fado de Coimbra não dispõe de mediatismo que é merecido.
Razões. Desconheço.
A comunicação social, a começar pela local, não lhe dá a devida atenção e, acima, de tudo, tem faltado verdadeiros embaixadores da Cidade que o deveriam promover e demitem-se dessa função.
Para todos os que vão resistindo e dão verdadeiras provas de dedicação e amor ao Fado de Coimbra a minha singela homenagem.
Bem hajam!





Recompensas dos Amigos


Quem é que não se lembra deste Camarada?

Como Ministro da Economia lembro-me de situações marcantes que, sem ele, jamais este País iria 'para a frente':

  1. Transformou a antiga colónia de férias inglesa em Allgarve;

  2. Viajou na Auto Estrada a 212 Kms por hora, num veículo pago pelos nossos "Impostos".

  3. Em pleno Parlamento mostrou uns CORNOS a um Deputado.
Foi nomeado pela Gabriela Canavilhas com Presidente da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.

Convém referir que a referida Ministra a soldo do colega das Finanças está a fazer um corte radical na Cultura deste País.

Para quem veio desse lado da barricada (Canavilhas era Pianista), só lhe fica mal.

Haja Deus (e paciência!)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

FESTAS DA CIDADE DE COIMBRA




Como é do conhecimento geral a Festa da Rainha Santa realiza-se de 2 em 2 anos.

Tudo perspectivava que haveria tempo suficiente para se apresentar uma Festa com um mínimo de dignidade.

Pela segunda vez, as Festas de Coimbra e da Rainha Santa Isabel são promovidas pela Turismo de Coimbra, E.M., a decorrer entre 1 e 11 de Julho de 2010.

A frustração é uma palavra para quem teve acesso ao respectivo Programa.

Coimbra foi, é, e será uma cidade sem ideias ou imaginação. 

Nem sequer falamos naquilo que se convencionou chamar-se CIC’2010 – XXX Feira Comercial e Industrial de Coimbra, organizada pela ACIC.

Todos aqueles com quem falámos estão hiper arrependidos da presença neste 'evento'.

E os organizadores nem sequer se podem queixar de falta de apoio, pois, fora alguma logística que a CMC sempre cede, foram mais 150.000 € dos nossos 'Impostos' que voaram para a Praça da Canção.  

Assim não pode ser.

Exige-se responsabilidade, profissionalismo e imaginação.

Ponham os olhos em Cantanhede!

EU GOSTO... PORQUE SIM


Sítio muito aprazível para passar um pouco de uma tarde de Verão.

Situa-se em Coimbra, na Avenida Sá da Bandeira e já teve um outro nome 'Jardim dos Cisnes'.

Merece a visita de todos.

Desfrutem estas imagens:





Vida de cão


O dia de hoje vai ficar marcado como mais um... para ajudar os pobres.

Os preços dos principais produtos, fruto da 'actualização' do IVA, AUMENTARAM.

Mas não pensem que é tudo a aumentar porque, fruto da 'actualização' do IRS, os salários BAIXARAM.

Mais palavras para que???

quinta-feira, 1 de julho de 2010

ENSINAMENTOS

Com o tempo aprendi que não adianta querer agradar a todos, pois haverá sempre alguém que nos vai criticar (normalmente aqueles que nunca fizeram nada!).
Aprendi que na vida há momentos em que é necessário ignorar os acontecimentos, pois de outra forma tornar-nos-emos loucos, com tanta hipocrisia.
Aprendi que existirá sempre aquele 'artista' para te julgar errado, para te dizer que és invejoso, maldoso, mentiroso...
Aprendi que nunca ninguém ficará totalmente satisfeito com o que fazemos.
Aprendi que existirá um indivíduo mediocre que se julgará o 'maior' e tudo fará para te derrubar.
 Aprendi que tentar ser outra pessoa não te vai levar a lado nenhum, só fará de ti um ser menor e mais mesquinho.
Aprendi que se te importares com o que ou outros pensam de ti, nunca irás a lado nenhum.
Aprendi que as coisas nem sempre são da forma como gostariamos e que dever ser autênticos.
Acima de tudo aprendi que tudo na vida se supera, que nada é em vão e que tudo o que desejares para os outros voltará um dia para nós.
Aprendi que por muito mal que estejamos, haverá sempre alguém que estará pior do que nós.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

PACIÊNCIA...


Nada a fazer.

Perdemos com uma grande Selecção.

A Espanha foi superior a Portugal em todos os capítulos.

Contra factos não há argumentos.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

VERÃO QUENTE ????


À pergunta formulada ainda ninguém tem o condão de adivinhar.

Todavia convém começar uma Campanha de Sensibilização para o respeito pela Floresta.



Daí estar a deixar aqui algumas imagens que não gostariamos de voltar a ver repetidas pelas nossas matas e florestas.
Respeite, para ser respeitado.




Está nas suas mãos. Cumpra as regras de sã convivência para com o seu semelhante.
Não se esqueça que precisa da floresta!

domingo, 27 de junho de 2010

MUNDIAL 2010





Recebi um convite para assistir ao jogo Portugal vs Brasil numa Quinta, junto ao Campo de Bolão do amigo dos pneus, Sr. Saraiva.
Foi muito emocionante, nem energia eléctrica havia, o que para ver um desafio de futebol é algo estranho.

Como bons portugueses sempre férteis na imaginação procurou-se um gerador. Apareceram 6 candidatos ao empréstimo.
O que foi seleccionado funcionou 10 minutos e depois deu o 'peido mestre'. Algazarra. Não pode ser. Temos que arranjar outro.

Foi aqui que surgiu o Célio e o Picanço. A uma hora do início do desafio tiveram que percorrer cerca de 100 Kms e a 10 minutos do início do esperado derbi entre irmãos, a televisão começou a transmitir directamente da África do Sul.

O jogo foi o que menos interessou. As sardinhas do Supermercado que convida a ir lá de Janeiro a Janeiro estavam divinais. O vinho do Vicente, uma mistura tipo gasosa e groselha pôs o pessoal quase todo a dormir.


Digo quase todo porque eu fui a excepção. Caso contrário não havia repórter para filmar as tristes cenas do quotidiano.

Para estes meus companheiros, um abraço do tamanho do Mundo


segunda-feira, 21 de junho de 2010

ÁFRICA DO SUL 2010


Grande euforia e vamos esquecer a crise por mais uns dias.
Ganhámos e... ainda por cima, por uns extraordinários 7 a 0!


Mas... companheiros... parem lá de buzinar e de utilizar a vuvuzela, porque ainda não passámos da fase de Grupos, ok?. Pela frente temos o Brasil e ainda me lembro do "fantástico" resultado obtido no último jogo que efectuámos com eles.. ok?
Apesar de ainda não ter visto grande coisa da famosa 'canarinha'.

domingo, 20 de junho de 2010

Acabar assim

Acabar assim

COREIA DO NORTE



'Querido Lider Kim Jong-Hu', deixa nosso cinzento C. Queiroz sonhar em ser Campeão do Mundo.
O jogo é já amanhã e precisamos de ganhar (e por muitos!) para não ter que utilizar a calculadora ou... regressarmos a casa.

O que uma simples vírgula, pode fazer

Há uns anos atrás circulou a notícia de que alguém teria pago a outro alguém, legislador, muito dinheiro para que fosse retirada uma vírgula de um diploma legal.

Parecia anedota, mas o prevaricador sabia bem a importância que uma simples vírgula pode ter.

E para o demonstrar nada melhor que um texto que serviu para comemorar os 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa.
Cá vai:

"Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação"

E agora uma brincadeirinha final, digam-me lá onde colocariam a vírgula na seguinte frase:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

Quase que jurava onde a vão colocar...

sábado, 19 de junho de 2010

SERÁ QUE SOMOS TODOS ATRASADOS MENTAIS?

Uma singela pergunta de uma pessoa que pensa única e exclusivamente pela sua cabeça.

Que não está á espera de comentadores (ou fazedores de opinião) e que diariamente nos 'borbardeiam' nos orgãos de comunicação social:

Todos dizem que para vencer a crise é necessário mais postos de trabalho e que o desemprego está a aumentar para níveis nunca dantes atingidos.

Então porque é que os políticos da área do poder defendem a liberalização e facilitação do desemprego?

Sabem o que dizia o Scolari: o errado sou eu? o ruim sou eu? o burro sou eu?

Vão brincar com o... Senhor Carvalho!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago


O escritor português José Saramago morreu, hoje, aos 87 anos, sendo considerado um dos maiores vultos da literatura lusófona, o que lhe valeria o Prémio Nobel.

Nasceu na aldeia de Azinhaga, concelho da Golegã, a 16 de novembro de 1922, embora esteja registado como tendo nascido a 18, mas antes de fazer três anos mudou-se para Lisboa com os pais.

De raízes humildes, Saramago tornar-se-ia um dos nomes grandes da cultura portuguesa.

Possuo praticamente a obra completa deste nosso conterrâneo e apesar de não gostar de tudo o que escreveu, realço o romance MEMORIAL DO CONVENTO como a sua obra prima.

Reza a sua biografia que ao inscrever-se na escola primária, na capital, que se descobriu que o funcionário do registo tinha acrescentado na sua certidão de nascimento a alcunha da família, Saramago, como sendo apelido, o que tornou o escritor no primeiro Saramago da família Meirinho Sousa.

Após fazer os estudos secundários em Lisboa, que por dificuldades financeiras não prosseguiu, José Saramago começou a trabalhar como serralheiro mecânico e exerceu ainda as profissões de desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor e tradutor, tendo colaborado também como crítico literário na revista Seara Nova e como comentador político no Diário de Lisboa (1972-73) e sido diretor do Diário de Notícias (1975).

Membro da primeira direção da Associação Portuguesa de Escritores e presidente da assembleia geral da Sociedade Portuguesa de Autores entre 1985-1994, José Saramago, viveu, a partir de 1976, exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro enquanto tradutor e depois enquanto autor.

O seu primeiro livro, o romance "Terra do Pecado", saiu em 1947, tendo José Saramago estado depois sem publicar até 1966, quando regressou com "Os Poemas Possíveis", a que se seguiram, já na década de 70, "Provavelmente Alegria" (1970), "Deste Mundo e do Outro" (1971), "A Bagagem do Viajante" (1973), "O Ano de 1993" (1975), "Manual de Pintura e Caligrafia" (1977), "Objecto Quase" (1978) e "A Noite" (teatro, 1979), entre outros. Já nos anos 80 chegaram às livrarias "Levantado do Chão" (1980), "Que farei com este Livro?" (teatro, 1980), "Viagem a Portugal" (1981), "Memorial do Convento" (1982), "O Ano da Morte de Ricardo Reis" (1984), "A Jangada de Pedra" (1986), "A Segunda Vida de Francisco de Assis" (1987) e "História do Cerco de Lisboa" (1989).

O polémico Evangelho"O Evangelho Segundo Jesus Cristo", o romance mais polémico do autor, saiu em 1991 e dois anos depois surgia a peça de teatro "In Nomine Dei", após o que tinha início a publicação dos "Cadernos de Lanzarote" (1994, diário I, e 1995, diário II), reflexo da mudança de Saramago para aquela ilha do arquipélago das Canárias.

O aplaudido "Ensaio sobre a Cegueira" foi dado à estampa em 1995, a ele se seguindo mais dois volumes dos "Cadernos de Lanzarote", em 1996 e 1997, e o novo romance "Todos os Nomes", editado também em 1997, um ano antes do quinto volume dos "Cadernos de Lanzarote".

Após a atribuição do Prémio Nobel da Literatura em 1998, a Fundação Círculo de Leitores instituiu um galardão literário bienal com o nome de José Saramago e a expetativa em torno de um novo trabalho do autor aumentou, até que, no ano 2000, chegou às livrarias "A Caverna", a que se seguiu "O Homem Duplicado" (2002). O "Ensaio Sobre a Lucidez", publicado em 2004, foi apresentado pelo próprio escritor em entrevista à Lusa como "uma fábula, uma sátira e uma tragédia" e causou controvérsia por preconizar o recurso ao voto em branco como sinal de desagrado dos eleitores perante o Governo.

Aquando do lançamento deste título, José Saramago criticou duramente a democracia portuguesa por, na sua opinião, os governos serem "comissários políticos do poder económico" e mostrou-se contra o monopólio dos média.

No ano seguinte, o escritor publicou a peça de teatro "Don Giovanni ou O Dissoluto Absolvido", escrita como fundamento dramático para o libreto de uma ópera de Azio Corghi, compositor italiano que no final da década de 1980 criara a ópera "Blimunda", inspirada na personagem homónima do romance "O Memorial do Convento", voltando a recorrer aos textos do Nobel da Literatura para outras óperas e para cantatas ao longo dos anos 1990.

Em 2005, o escritor - que dizia não ser pessimista, "o mundo é que é péssimo" - lançou também um novo romance, "As Intermitências da Morte", que apresentou como "uma reflexão filosófica sobre a vida" e onde coloca questões como: "Quais as implicações de uma vida mais longa? Quanto tempo passaria a durar a velhice? Em que se tornaria o corpo humano?", "Como se pagariam então as reformas, problema que já agora se coloca?".

Traduções e prémios em todo o mundo.

Vasta obra do escritor português encontra-se editada em mais de trinta países, entre os quais Dinamarca, Suécia, Finlândia, Hungria, Rússia, Turquia, Albânia, Eslovénia, Sérvia, Roménia, Macedónia, Síria, Israel, Tailândia, Emirados Árabes Unidos, México, Colômbia, Argentina e EUA. As ficções de José Saramago valeram-lhe o Prémio da Associação de Críticos Portugueses (para "A Noite", em 1979), Prémio Cidade de Lisboa (por "Levantado do Chão", de 1980), Prémio Literário Município de Lisboa ("Memorial do Convento", 1982) e o PEN Clube para "Memorial do Convento" (1982) e "O Ano da Morte de Ricardo Reis" (1984). Este último livro valeu-lhe ainda o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos (1985), o Prémio Dom Diniz (1986), o galardão italiano Grinzane-Cavour (1987) e o Prémio de Ficção Estrangeira do jornal The Independent (1993). "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" recebeu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 1992, no mesmo ano em que "Levantado do Chão" foi galardoado em Itália com o Prémio Internacional Ennio Flaiano, enquanto "In Nomine Dei" venceu, em 1993, o Grande Prémio de Teatro da Associação Portuguesa de Escritores.

Pelo conjunto da sua obra, Saramago foi ainda distinguido com o Prémio Internacional Literário Mondello e o Prémio Literário Brancatti (ambos em 1992), Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1993), Prémio Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores e Prémio Camões (os dois em 1995) e Prémio Nacional de Narrativa Città di Penne, Prémio Europeu de Comunicação Jordi Xifra Heras e Prémio Nobel da Literatura (os três em 1998). José Saramago acumulou ainda doutoramentos Honoris Causa pelas universidades de Évora (Portugal), Turim (Itália), Sevilha e Castilla-La-Macha (Espanha), Brasília (Brasil) e Manchester (Inglaterra), foi membro Honoris Causa do Conselho do Instituto de Filosofia do Direito e de Estudos Histórico-Políticos da Universidade de Pisa (Itália), membro da Academia Universal das Culturas (Paris) e do Parlamento Internacional de Escritores (Estrasburgo) e membro correspondente da Academia Argentina das Letras, além de Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago de Espada e Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras Francesas. Criador de um universo muito próprio, por vezes alojado entre o real e o fantástico, Saramago acreditava, à semelhança de Laurence Sterne, que talvez intercetasse pensamentos que os céus destinavam a outros homens.

terça-feira, 15 de junho de 2010

AC VILARINHO - GENTES DA MINHA TERRA






Amigos,

Recentemente desloquei-me a um hipermercado da nossa Cidade.

Fiquei surpeendido com o que vi.

Numa divisão do Forum / Dolce Vita, mais concretamente na peixaria brotavam uns sons vindo dos nossos antepassados.

Esse som (música) era-me muito familiar. Aproximei-me da Secção de Congelados havia uma exibição de Folclore.

Pensei, vamos ver o que se passa e quem está a actuar.

Surpresa das surpresas era o Rancho de Danças e Cantares da Associação Cultural de Vilarinho.

Parabens ao Jumbo e ao Rancho, pelos momentos que me proporcionaram.

Aqui ficam algumas imagens da exibição dos nossos conterrâneos de Vilarinho.






Brasfemes - Bombeiros voluntários ACIDENTE RODOVIÁRIO (QUASE) ESTRAGA A FESTA

Adorei este texto relacionado com a minha Terra, versando uma grande Associação.

Trata-se de uma singela homenagem a um grupo de Formadores dedicados que ensinam os jovens para a vida. Passo a transcrever, com a devida vénia, do Diário As Beiras:

Vasco Garcia
Um simulacro de um acidente rodoviário foi a prova final para os formandos da Academia de Bombeiros de Brasfemes.

A data era de festa em Brasfemes – celebrava-se o Dia da Freguesia.

Mas um acidente poderia ter transformado a jornada festiva numa tragédia. Poderia porque, apesar do aparato, tudo não passou de um simulacro.

O carro onde seguia uma mulher, de 35 anos, entrou em despiste e embateu contra o muro de uma casa. A vítima ficou encarcerada. Apesar de consciente, tinha lesões nas pernas, queixava-se de dores na cervical e mostrava-se desorientada.

Desta vez – e porque se tratava de um simulacro – os formandos da Academia de Bombeiros dos Voluntários de Brasfemes tomaram conta da ocorrência. Mas, depois de finalizado o exercício, o comandante Acácio Monteiro garantiu que poderia confiar nestes jovens numa situação real. “Esta juventude está capacitada para desempenhar, de forma cabal, uma missão nos bombeiros”, afirmou.O “acidente” ocorreu por volta das 15H00, mas só passado cerca de meia hora a mulher foi retirada do veículo. Acácio Monteiro explica que o paradigma, no que a desencarceramento diz respeito, foi alterado. “Já lá vai o tempo em que a extracção da vítima se fazia o mais rapidamente possível”, lembra. Nessa altura, e devido à pressa, “muitas pessoas acabaram numa cadeira de rodas”. Hoje, o processo é mais moroso. “O que está em causa é o futuro da vítima, em termos de mobilidade”, frisa o comandante.

Agora, e pelo terceiro ano consecutivo, os formandos da Academia de Bombeiros de Brasfemes estão em condições de desempenhar esta exigente tarefa. Só o futuro dirá se estes jovens continuam na corporação ou seguem outro caminho. De qualquer forma, “estão bem formados para poder salvar vidas”, frisa Acácio Monteiro.

Porque me encontrava no Largo Marcelino Ivo de Vasconcelos (antigo Largo das Relvas) em Brasfemes na IX Feira de Gastronomia, assisti ao desenrolar dos acontecimentos e, confesso, que gostei.

Foi lindo ver aqueles jovens empolgados e motivados para o cabal desempenho da função que lhes foi ministrada. E não é que os 'putos' têm mesmo jeito para aquilo.

Parabens a todos e espero voltar a assistir a outro evento para o ano.

Os Bombeiros de Brasfemes estão-nos sempre a surpreender.